
A Diana Krall foi a primeira cantora de jazz que ouvi a sério na vida.
Depois dela veio o Frank, a Ella, a Nina, a Sarah, o Cole, o Miles… o Olimpo em peso!
Mas se este foi um amor à primeira nota no gira discos, em palco a coisa demorou a afinar.
A primeira vez que vi a Diana ao vivo foi num festival de jazz, num jardim, ao ar livre.
O ecossistema não ajudou ao jazz. Diana de poucas falas e grávida de gémeos, tocou um jazz denso sobre o coaxar de sapos e zumbido de nuvens de mosquitos em torno da iluminação de palco. E sentada numa cadeira de plástico que me custou, creio, uns 60 euros, eu desesperava pela última nota de "Boulevard of Broken Dreams".
Que pena, a minha Diana só vivia nas faixas dos meus cds.
Três anos e dois discos depois, achei que era altura de resolver este mal-entendido e decidi ir ver o Quiet Nights que trouxe Diana Krall de volta a Lisboa.
Foi um concerto inesquecível e de (re)descoberta.
A começar pela sala, o Campo Pequeno, o som, o palco, a produção, estava irrepreensível.
Acompanhada do trio Anthony Wilson (guitarra), Ben Wolfe (contrabaixo) e Karriem Riggins (bateria) Diana deu início a uma noite de doces memórias, que fui desembrulhando como se rebuçados fossem...
“Case of you”,
“I’ve grown accustomed to his face”,
“Dancing cheek to cheek”,
“The boy from Ipanema”, “
Walk on By”,
“Let’s Face the Music and Dance”,
“Frim Fram Sauce”…. She was singing my life with her words…
No final só disse… Diana, play it again.
Para recordar aqui fica o link...